Quarta-feira, 1 de Julho de 2015

Sobre o autor

Alexandre Ramos é Licenciado em Educação Física e Desporto, Licenciado em Psicologia (Clínica e Aconselhamento), Pós-Graduado em Hipnose Clínica e Experimental, Pós-Graduado em Desenvolvimento da Força e da Flexibilidade no Contexto da Educação Física nos 2º e 3º Ciclos e no Ensino Secundário, Pós-Graduado em Neuropsicologia Clínica, Mestre em Exercício e Saúde, Doutorado em Ciências da Educação e Pós-doutorado em Psicologia do Desporto.

 

Os seus interesses são a atividade física, a investigação científica e o paranormal.

 

 

 

publicado por alexandreramos às 03:27
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Domingo, 10 de Abril de 2011

Será o fim do mundo um estado de consciência?

Diversas seitas cristãs profetizaram o fim do mundo para breve. Segundo eles, a Bíblia, o Livro da Verdade, assim o anuncia. Porém, se a Bíblia é verdadeira, então todo o seu conteúdo é verdadeiro, ou só apenas parte? Todas estas seitas vêem no fim do mundo morte e destruição, a aniquilação da Terra, ou da espécie humana.

 

Contudo, existe a possibilidade de esta destruição ser apenas uma metáfora. O fim do mundo poderá ser um estado de consciência a que cada um deverá chegar. De facto, no Evangelho segundo S. Lucas, podemos ler:

 

 “Os fariseus perguntaram a Jesus quando chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: «O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: «Está aqui» ou: «Está ali», porque o Reino de Deus está no meio (ou dentro) de vós»” (Lc 17, 20-21).

 

Esta perspectiva é corroborada por outros evangelhos, que embora não estejam incluídos na Bíblia, circularam pelas comunidades cristãs primitivas:

 

 

 “Os seus discípulos disseram-lhe: «em que dia será o repouso daqueles que estão mortos? E em que dia chegará o mundo novo?» Ele disse-lhes: «Aquilo de que estais à espera já chegou. Vós, porém, não o reconheceis” (Evangelho segundo Tomé, 51).

 

“Os seus discípulos disseram-lhe: «Em que dia virá o Reino?» «Não é com o respeitar que ele chegará. Ninguém dirá: Ei-lo aqui! Ou: ei-lo ali! Mas o Reino do Pai estende-se sobre a terra e os homens não o vêem»” (Evangelho segundo Tomé, 113).

 

 “Velai para que ninguém vos engane dizendo: «Ei-lo aqui, ei-lo lá». Porque é em vosso interior que está o Filho do Homem; ide a Ele: aqueles que o procuram o encontram. Em marcha! Anunciai o Evangelho do Reino” (Evangelho segundo Maria, 15-24).         

 

 

publicado por alexandreramos às 15:56
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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010

Sobre o autor

Alexandre Ramos é Licenciado em Educação Física e Desporto, Licenciado em Psicologia (Clínica e Aconselhamento), Pós-Graduado em Hipnose Clínica e Experimental, Pós-Graduado em Desenvolvimento da Força e da Flexibilidade no Contexto da Educação Física nos 2º e 3º Ciclos e no Ensino Secundário, Pós-Graduado em Neuropsicologia Clínica, Mestre em Exercício e Saúde, Doutorado em Ciências da Educação e Pós-doutorado em Psicologia do Desporto.

 

Os seus interesses são a atividade física, a investigação científica e o paranormal.

 

 

 

publicado por alexandreramos às 19:08
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Fantasmas

Com o incremento das medidas de prevenção do crime, através da instalação de câmaras de vigilância, o incrível está a acontecer: as câmaras estão a registar aquilo que vulgarmente é designado por "fantasmas". No passado dia 11 de Abril de 2009, as câmaras em Liverpool captaram um fantasma que aparentemente andava a passear... (para ver o vídeo, consulte o sítio do  Portugal Diário).

 

 

publicado por alexandreramos às 11:41
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Inteligência Espiritual

 

 

 

No início do século XX, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da Inteligência Emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um génio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milénio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da Inteligência Espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios (Zohar, entrevistada por Naiditch, 2001).

O mundo dos negócios atravessa uma crise de sustentabilidade. As suas atitudes e práticas actuais, centradas apenas em dinheiro, estão a devastar o meio ambiente, a consumir recursos finitos, a criar desigualdade global, a conduzir a uma crise de liderança nas empresas e a destruir a saúde e a moral das pessoas que trabalham ou cujas vidas são afectadas por elas. Nós não sabemos mais o que é realmente a vida. Não sabemos qual é o jogo que jogamos nem quais são as regras. Falta-nos um sentido profundo de objectivos e valores fundamentais. Essa crise de significado é a causa principal do stresse na vida moderna e também das doenças. A busca de sentido é a principal motivação do homem. Quando essa necessidade deixa de ser satisfeita, a vida parece-nos vazia. No mundo moderno, a maioria das pessoas não está a atender a essa necessidade (Zohar, entrevistada por Naiditch, 2001).

Um QEs elevado exige-nos sermos profundamente honestos connosco mesmos, profundamente conscientes de nós mesmos. Exige-nos que encaremos as escolhas e nos apercebamos de que as escolhas certas são difíceis. Um elevado QEs requer que tenhamos consciência e vivamos a partir do centro profundo de nós mesmos que transcende todos os fragmentos em que as nossas vidas se espalharam. Exige que recolhamos todos esses bocados, incluindo aqueles que foi difícil ou doloroso ter. Mas, acima de tudo, um QEs elevado exige que nos mantenhamos abertos à experiência, que recuperemos a nossa capacidade de ver a vida e os outros de uma forma nova, através dos olhos de uma criança. Exige que paremos de procurar refúgio naquilo que conhecemos, e que exploremos e aprendamos constantemente com o que não sabemos. Exige que vivamos a perguntas em vez das respostas (Zohar & Marshall, 2004).

O QEs tem origem no centro profundo do Eu, a parte que está assente em toda a potencialidade infinita do vazio quântico. Entre muitas coisas, usamos o QEs para sermos criativos. Recorremos a ele também quando precisamos de ser flexíveis, visionários ou criativamente espontâneos. Usamos o QEs para lidarmos com problemas existenciais – problemas onde nos sentimos pessoalmente apertados, enredados nos nossos hábitos passados, ou neuroses, ou problemas com doenças e desgostos. O QEs torna-nos conscientes de que temos problemas existenciais, e permite resolvê-los – ou, pelo menos, ficarmos em paz com eles. Dá-nos um sentido "profundo" sobre o sentido que as lutas têm na vida. O QEs permite-nos integrar o intrapessoal e o interpessoal, transcender a distância entre o próprio e o outro. Daniel Goleman escreveu acerca das emoções intrapessoais, ou dentro do Eu, e as emoções interpessoais – aquelas que partilhamos com outros ou usamos para nos relacionarmos com outros. Mas o mero QE não pode ajudar-nos a cobrir a distância. É necessário o QEs para compreendermos quem somos e o que as coisas significam para nós, e como é que estas dão aos outros e ao que eles representam um lugar no nosso mundo (Zohar & Marshall, 2004).

Na opinião de Zohar (entrevistada por Naiditch, 2001), o capitalismo como se conhece hoje vai acabar, mas um novo capitalismo está a nascer. Como consequência, está a surgir um novo tipo de empresa. É uma empresa responsável. No novo capitalismo sobreviverão as companhias que têm visão de longo prazo, que se preocupam com o planeta e em desenvolver as pessoas que nelas trabalham. Que se preocupam, sim, com o lucro, mas que querem ganhar dinheiro para desenvolver as comunidades em que actuam, proteger o meio ambiente, propagar a educação e a saúde. Desta forma, Zohar defende que podemos conciliar espiritualidade e riqueza. Isso é bom e ajuda a melhorar a motivação e a produtividade nas empresas.

 

 

 

O conceito de Quociente Espiritual (QEs) foi proposto pela física, filósofa, psicóloga e teóloga norte-americana Danah Zohar, actualmente professora do Programa de Liderança Estratégica na Universidade de Oxford (Inglaterra), e seu marido Ian Marshall, graduado em Psicologia, Filosofia e Medicina (na especialidade de Psiquiatria). Zohar tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o Quociente Espiritual dos seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela baseia o seu trabalho em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está ser chamado "Área de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas e que nos faz procurar um significado e valores para as nossas vidas.

 

As três inteligências

 

De acordo com Zohar (entrevistada por Naiditch, 2001), a Inteligência Espiritual é uma terceira inteligência, depois do Quociente de Inteligência ou Inteligência Intelectual (QI) e da Inteligência Emocional (QE). A Inteligência Espiritual coloca os nossos actos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efectivos. Ter alto Quociente Espiritual (QEs) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direcção pessoal. O QEs aumenta os nossos horizontes e torna-nos mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QEs está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear as nossas acções. Permite o pensamento criativo, capacidade de insights, formular e revogar regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento.

 

O que significa espiritualidade nos negócios?

 

Desde o surgimento do capitalismo, há 200 anos, tudo o que importa no mundo dos negócios é o lucro imediato. Isso criou uma cultura corporativa destituída de significado e de valores mais profundos. Nós apenas queremos mais dinheiro. Mas para quê? Para quem? Trabalhamos para consumir. É uma vida sem sentido. Isso afecta o moral, tanto dos dirigentes quanto dos empregados, a sua produtividade e criatividade. E também afasta dos negócios preocupações mais amplas com o meio ambiente, a comunidade, o planeta e a sustentabilidade. O mundo corporativo é um monstro que se autodestrói porque lhe falta uma estrutura mais ampla de significado, valores e propósitos fundamentais. Há uma profunda relação entre a crise da sociedade moderna e o baixo desenvolvimento da nossa Inteligência Espiritual (Zohar, entrevistada por Naiditch, 2001).

Espiritualidade nos negócios significa simplesmente trabalhar com um sentido mais profundo de significado e propósito na comunidade e no mundo, tendo uma perspectiva mais ampla, inspirando os seus funcionários. As pessoas espiritualmente inteligentes podem beneficiar as corporações, porque querem sempre fazer mais do que se espera delas. Algo para além da empresa. Quem trabalha unicamente por dinheiro não faz o melhor que pode. Nas empresas em que se busca desenvolver espiritualmente os funcionários, a produtividade aumenta porque eles ficam mais motivados, mais criativos e menos stressados. As pessoas dão tudo de si quando se procura um objectivo mais elevado. Se as organizações derem espaço para as pessoas fazerem algo mais, se souberem desenvolver em cada indivíduo a sua Inteligência Espiritual, terão mais resultados e mais rapidamente (Zohar, entrevistada por Naiditch, 2001).

 

QEs e liderança

 

Um líder espiritualmente inteligente é um líder inspirado pelo desejo de servir, uma pessoa responsável por trazer visão e valores mais altos aos demais e por lhes mostrar como usá-los. É uma pessoa que inspira as outras, tem perspectivas amplas. Gente como o Dalai Lama, Nelson Mandela ou Mahatma Gandhi (Zohar, entrevistada por Naiditch, 2001).

 

Como se pode desenvolver a Inteligência Espiritual?

 

 

Podemos desenvolver o QEs procurando mais o porquê e as conexões entre as coisas, trazendo para a superfície as suposições que fazemos sobre o sentido delas, tornando-nos mais reflexivos, assumindo responsabilidades, sendo honestos connosco mesmos e mais corajosos. Tornando-nos conscientes de onde estamos, quais são as nossas motivações mais profundas. Identificando e eliminando obstáculos. Examinando as numerosas possibilidades, comprometendo-nos com um caminho e permanecendo conscientes de que são muitos os caminhos. E, tomando consciência das dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes e trabalhar para desenvolvê-las. Estas pessoas: (1) praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) são levadas por valores. São idealistas; (3) têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade; (4) são holísticas; (5) celebram a diversidade; (6) têm independência; (7) perguntam sempre "por quê?"; (8) têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo; (9) têm espontaneidade; e, (10) têm compaixão (Zohar, entrevistada por Naiditch, 2001).

 

 

 

A definição de produtividade, para além de incluir conceitos como eficiência (relação resultados/inputs) e eficácia (resultados alcançados em função de um determinado objectivo), inclui também outros factores como é o caso do absentismo, etc. (Passos, 2001). Desta forma, as pessoas espiritualmente inteligentes poderão beneficiar a produtividade das empresas, já que ao serem menos stressadas a sua taxa de absentismo poderá ser menor. Por outro lado, Zohar e Marshall (2004) referem que é provável que uma pessoa com QEs elevado seja um líder ao serviço – alguém que é responsável por trazer uma visão superior e valores aos outros e que lhes mostra como usá-los, por outras palavras, uma pessoa que inspira outras. Alguns estudos sugerem que os líderes carismáticos, i.e., os líderes que denotam esforços, sacrifícios e riscos pessoais em prol da organização e dos seus seguidores tendem a induzir mais elevados níveis de esforço e de empenhamento das pessoas (Rego & Cunha, 2003).

 

Contudo, Zohar e Marshall (2004) referem que as características de um QEs altamente desenvolvido incluem aquilo a que os psicólogos chamam "independente do campo" – possuir uma facilidade para trabalhar contra as convenções. Isso quer dizer ser capaz de estar contra a multidão, defender uma opinião impopular se isso for aquilo em que acredita profundamente. Se uma pessoa existe meramente a partir da sua camada do ego, então é simplesmente um conjunto de mecanismos de cópias individualizados que construiu em resposta à sua experiência, uma máscara. E se ela viver a partir da sua camada média, associativa, faz parte do grupo. Então, a presença de indivíduos espiritualmente inteligentes no seio de determinados grupos poderia eventualmente diminuir a coesão entre os seus membros, ao prejudicar a comunicação e reduzir a conformidade de atitudes entre os membros do grupo (Curral & Chambel, 2001).

Para além disso, "Ao contrário da inteligência comum, que é linear, lógica e racional, a Inteligência Espiritual não se pode quantificar" (Zohar & Marshall, 2004, p. 299). Isto levanta dificuldades ao nível do recrutamento e selecção de pessoas espiritualmente inteligentes para as empresas, bem como avaliar os resultados de programas de desenvolvimento do Quociente Espiritual.

Por fim, poderíamos criticar a teorização da Inteligência Espiritual por ela romper com o chamado paradigma newtoniano-cartesiano (ou real-materialista), que tem dominado a Ciência ocidental nos últimos 300 anos, e cujas principais características, são: (1) o mecanicismo (concepção do Universo como um mecanismo, uma máquina, sujeito a leis matemáticas. Essa "máquina" é composta de partes chamadas átomos, que são os constituintes da matéria); (2) o empirismo (apenas o conhecimento a partir de factos concretos, passíveis de serem apreendidos pelos sentidos e passíveis de mensuração, teria valor científico); (3) o determinismo (uma vez conhecendo-se as leis que causam os fenómenos seria possível determinar com precisão a sua evolução); e, (4) a fragmentação (a decomposição do objecto de estudo nas suas partes componentes - o método analítico). Esta concepção de realidade descrita pela Física foi também decisiva no desenvolvimento de outras ciências, como a Medicina e a Psicologia (Tavares, 1993). Todavia, nunca é de demais relembrar que o conhecimento científico é considerado aberto, pois: a) não conhece barreiras que, a priori, limitem o conhecimento. A Ciência não dispõe de axiomas evidentes: até os princípios mais gerais e "seguros" constituem postulados que podem ser mudados ou corrigidos; b) a Ciência não é um sistema dogmático e cerrado, isto é, constitui um sistema aberto porque é falível e, em consequência, capaz de progredir: quando surge uma nova situação, na qual as leis existentes se revelam inadequadas, a Ciência propõe-se a realizar novas investigações, cujos resultados induzirão à correcção ou, até à total substituição das leis incompatíveis; e, c) dependendo dos instrumentos de investigação disponíveis e dos conhecimentos acumulados, até certo ponto está ligado às circunstâncias da sua época: a aplicação de novos instrumentos e técnicas pode aprofundar as investigações, ao passo que o meio natural ou social pode sofrer modificações significativas. Dessa maneira, podem-se considerar os sistemas de conhecimento como organismos vivos, que crescem e se modificam, assegurando o progresso da Ciência (Lakatos & Marconi, 1991). Como escreveu o físico suíço e depois norte-americano Albert Einstein (1879-1955) (citado por Rause, 2001): "A mais bela coisa que podemos viver é o misterioso. É a emoção fundamental que suporta o berço da verdadeira ciência. Quem já o esqueceu e já não se interroga nem se maravilha é como se estivesse morto".

 

 

O propósito deste trabalho foi fazer uma avaliação crítica do artigo de Suzana Naiditch intitulado Deus e negócios, publicado pela revista Exame (versão brasileira) em 25 de Julho de 2001. Este artigo debruça-se sobre um tema tão novo quanto polémico: a existência de um terceiro tipo de inteligência, a Inteligência Espiritual, e a sua aplicação nos negócios. O assunto é tão actual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas norte-americanas Newsweek e Fortune.

 

publicado por alexandreramos às 20:46
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Vem aí o fim do mundo?

Aqui há dias ouvi dizer que era agora que o mundo ia acabar, porque a América vai ter um Presidente preto! Comecei finalmente a compreender as palavras de Jesus: " Até quando terei que vos aturar!".

Fiquem descansados, ó profetas da desgraça, pois daqui a uns milhões de anos o Sol esgotará todo o hidrogénio e transformar-se-á numa gigante vermelha. Tudo o que estiver à face da Terra será reduzido a cinzas.

Quando ao tão apregoado fim do mundo, receio que seja uma desilusão para estes pseudoprofetas cristãos, pois quer o Novo Testamento quer os Evangelhos Gnósticos dão a entender que o Reinos dos Céus é uma espécie de estado de Alma.

 

“Jesus respondeu: «Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em Meu nome, dizendo: «Sou eu!» E ainda: «O tempo já chegou (ou está próximo)». Não sigais essa gente»” (Lc 21, 8).

 

“Os fariseus perguntaram a Jesus quando chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: «O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: «Está aqui» ou: «Está ali», porque o Reino de Deus está no meio (ou dentro) de vós»” (Lc 17, 20-21).

 

“Os seus discípulos disseram-lhe: «em que dia será o repouso daqueles que estão mortos? E em que dia chegará o mundo novo?» Ele disse-lhes: «Aquilo de que estais à espera já chegou. Vós, porém, não o reconheceis” (To 51).

 

“Os seus discípulos disseram-lhe: «Em que dia virá o Reino?» «Não é com o respeitar que ele chegará. Ninguém dirá: Ei-lo aqui! Ou: ei-lo ali! Mas o Reino do Pai estende-se sobre a terra e os homens não o vêem»” (To 113).

 

“Velai para que ninguém vos engane dizendo: «Ei-lo aqui, ei-lo lá». Porque é em vosso interior que está o Filho do Homem; ide a Ele: aqueles que o procuram o encontram. Em marcha! Anunciai o Evangelho do Reino” (Mr 15-24).

 

“Eu vos garanto: alguns daqueles que estão aqui (isto há 2000 anos) não morrerão sem terem visto o Filho do Homem vir com o Seu Reino” (Mt 16, 28).

 

“Os seus discípulos disseram: «Em que dia te manifestarás a nós e em que dia te veremos?» Jesus disse: «Quando vos despojardes da vossa vergonha, e pegando nas vossas roupas, as deitardes debaixo dos pés como crianças pequenas, e as calcardes, então vereis o Filho daquele que é vivo e não tereis medo»” (To 37).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Talvez perguntes: «Como vamos distinguir se uma palavra não é palavra de Javé»? Se o profeta fala em nome de Javé, mas a palavra não se cumpre e não se realiza, trata-se então de uma palavra que Javé não disse. Tal profeta falou com presunção. Não tenhas medo dele” (Dt 18, 21-22).

 

 

publicado por alexandreramos às 11:26
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Kundalini awakening

If you have problems with the kundalini awakening, send me a message to as2112963@sapo.pt. Perhaps I can help you.

 

Alexandre Ramos, MS

Clinical and counselling psychologist

publicado por alexandreramos às 14:30
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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Delírio de grandeza

O delírio é uma convicção objectivamente incorrecta, que não é determinada culturalmente nem partilhada com um grande grupo, e que não é abalada pela evidência do contrário (Trzepacz & Baker, 2001). A partir de dados perceptivos incorrectos (ilusões ou alucinações), o indivíduo organiza crenças falsas com forte componente afectiva e que dominam a sua consciência (Pestana & Páscoa, 1998).

 

O delírio de grandeza ou megalomania afecta os pseudo-gurus e líderes de seitas que fazem com que sejam adorados pelos seguidores e colocados num pedestal.  Este delírio afecta também aqueles que simplesmente crêem que são superiores aos outros e aprovam a necessidade de comandar um grupo. No presente, é muito mais fácil ser um guru feminino do que um homem. As entidades querem manifestar-se através da sua boca e ela tornou-se uma excelente canalizadora ou médium. Outras vezes, os espíritos dos mortos são muitos e a disputar à vez a oportunidade para falar (Descamps, 2005).

publicado por alexandreramos às 09:12
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Domingo, 27 de Julho de 2008

Egos inflados

 

 

Nestes últimos 20 anos, tive oportunidade de conhecer pessoalmente a encarnação de Shiva da Era de Aquarius, a Mãe Divina, o Buda Maitreia, etc., etc. O que significa isto?

 

 

Para Jung, o ego é parte da personalidade, mas não o seu centro. Porém, muitas pessoas identificam-se em demasia com a sua consciência, colocando-a no centro da sua personalidade. Jung chamava a isso inflação do ego. Estar inflado é considerar-se grande coisa, acreditar que o ego é mais importante do que realmente é. Por outro lado, mas menos frequentemente, a inflação psíquica pode decorrer da superestimação do inconsciente. Os místicos e os médiuns espíritas, bem como os psicóticos, sofrem desse tipo de desequilíbrio psíquico (Cloninger, 1999). O ego inflado é uma psicopatologia típica do iniciante. As energias universais-transpessoais e os insights (discernimentos, vislumbres) do nível psíquico são exclusivamente aplicados no ego individual ou centauro, com resultados extremamente desequilibrados (Wilber, 1986). O praticante fica fascinado, orgulhoso, e interpreta essas ocorrências como a indicação de superioridade própria ou de um chamado especial (C. Grof & S. Grof, 1994).

 

publicado por alexandreramos às 10:06
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Escalas de medida da variável

Escalas (ou níveis) de mensuração (ou de medida) ou de classificação da variável (ou dos dados estatísticos): existem 4 tipos diferentes de escalas de medida da variável:

 

1. Escala nominal: escala que divide as respostas em categorias discretas, não relacionadas numericamente entre si (Gleitman, 1993). O termo «nominal» refere-se ao sentido do verbo "nomear". Por isso, uma escala nominal não mede mas, sobretudo, nomeia (Tuckman, 2000). As observações são medidas em termos nominais, embora se possa atribuir, com carácter identificador, números (código) a essas expressões nominais (Barreiros, 1984). Os códigos numéricos são utilizados para diferenciar as categorias desta característica, não fazendo qualquer sentido calcular indicadores quantitativos (e.g., média; desvio-padrão) a partir destes números (Reis et al., 1997a), isto é, estes números não podem ser sujeitos a quaisquer operações aritméticas (Macmillan, 1993). O uso das escalas nominais exige que cada elemento seja incluído única e exclusivamente numa categoria, ou seja, que as categorias sejam mutuamente exclusivas. Este tipo de escala é, portanto, utilizado na medição de variáveis qualitativas (Barreiros, 1984), tais como, a religião, a raça, a localização geográfica, o local de nascimento ou os sectores de actividade económica. Um caso particular deste tipo de escala de medida ocorre quando a característica em estudo (variável) tem apenas duas categorias: as chamadas características binárias ou dicotómicas. São exemplos deste tipo de características: o sexo (masculino/feminino) ou a resposta a perguntas, como: «Reside em Lisboa?» (Sim/Não) (Reis et al., 1997a). Sin.: escala categorial, classificadora, classificativa, literal.

2. Escala ordinal: escala em que as respostas são ordenadas quanto à sua dimensão relativa, mas em que os intervalos entre as sucessivas posições de ordem não são necessariamente iguais (Gleitman, 1993). Tem origem no ponto zero, seguindo-se diferentes valores das observações por ordem crescente ou decrescente, mas não quantifica as diferenças entre esses níveis (e.g., o aluno A é o primeiro, o aluno B é o segundo, etc.) (Barreiros, 1984). As classificações ordinais não podem, portanto, ser somadas ou subtraídas (Macmillan, 1993). De acordo com Zar (1999), as escalas ordinais podem ser: (1) contínuas, ou (2) discretas. Sin.: escala por postos, hierárquica.

Por exemplo, poder-se-á perguntar a um consumidor qual a sua opinião sobre o sabor de determinado produto alimentar, de acordo com a seguinte escala:

1- detesta

2- gosta pouco

3- indiferente

4- gosta

5- adora

As respostas a esta questão podem ser resumidas numa escala ordinal, com cinco categorias, vulgarmente conhecida por escala de Likert (Reis et al., 1997a). Outros exemplos da escala de Likert, apresentados por Marconi e Lakatos (1996) e Ribeiro (1999), são:

1- aprovo totalmente

2- aprovo em certos aspectos

3- indeciso

4- desaprovo em certos aspectos

5- desaprovo totalmente

1- concordo bastante

2- concordo

3- indeciso

4- discordo

5- discordo bastante

1- nunca

2- quase nunca

3- indeciso

4- quase sempre

5- sempre

Os escalões de rendimento e as ordens de preferência são também exemplos de variáveis de escala ordinal (M. Pestana & Gageiro, 1998). Um outro modo de obtenção de uma escala ordinal consiste em dividir uma escala contínua em múltiplos intervalos. Por exemplo, os indivíduos de uma população podem ser classificados em três grandes grupos (classes etárias), resultantes da divisão de um intervalo contínuo de idades: jovens (até 18 anos), adultos (de 18 a 65 anos) e idosos (mais de 65 anos) (Reis et al., 1997a).

3. Escala por intervalos: é uma escala em que se define arbitrariamente um ponto zero, obtendo-se depois o outro extremo por operações sucessivas utilizando-se sempre a mesma unidade de medida – os intervalos (e.g., escala do termómetro; escala de percentilagem). Orienta-nos quanto à ordem dos níveis medidos e também quanto às distâncias entre esses níveis (Barreiros, 1984). As escalas de intervalo incluem o número 0, mas este não é um "verdadeiro" zero, é apenas outro ponto da escala (pois pode haver números negativos) (Heiman, 1998). Os dados em escala de intervalos consentem a adição e a subtracção, mas não consentem necessariamente a multiplicação e a divisão (Macmillan, 1993). São exemplos de dados ao nível intervalar de mensuração: (1) os anos 1000, 1776, 1944 e 2000 (o tempo não começou no ano zero e, assim, 0 é arbitrário, e não um ponto de partida zero natural); (2) as temperaturas anuais médias (em graus Celsius) das capitais dos cinquenta estados americanos (Triola, 1999). Segundo Reis et al. (1997a), as escalas por intervalos podem ser: (1) contínuas: se podem tomar um número infinito não numerável de valores, ou (2) discretas: se o número de valores que tomam é finito ou, sendo infinito, é numerável. Sin.: escala intervalar, de intervalo(s).

 

4. Escala de rácios: escala que tem as mesmas propriedades de uma escala por intervalos, e adicionalmente apresenta a característica de possuir um zero absoluto como valor mínimo (Reis et al., 1997a). Os algarismos que a compõem mantêm a mesma distância entre si, quer dizer, conservam uma igualdade de razões (Barreiros, 1984). Com dados deste tipo, alterações nas unidades de medida não afectam os rácios entre dois valores. Por exemplo, o rácio entre o peso de duas embalagens de açúcar é sempre o mesmo, qualquer que seja a unidade de medida (quilos, gramas, libras, etc.) (Reis et al., 1997a). Os números são utilizados de acordo com todas as suas propriedades. É a escala mais comum no uso da medida de variáveis quantitativas contínuas (Barreiros, 1984), tais como, a altura, o peso, o tempo, o volume, etc. (Reis et al., 1997a). De acordo com Heiman (1998), as escalas de rácios podem ser: (1) contínuas, ou (2) discretas (e.g., número de filhos que alguém tem). Sin.: escala rácio, de razão (ou quociente), proporcional, de proporção, de razões, de relação, absoluta.

Resumo das diferentes escalas

(Adaptado de Guimarães & Cabral, 1998).

Escala nominal

Dados classificados por categorias não ordenadas

Escala ordinal

Dados classificados por categorias ordenadas

Escala de intervalo

Dados expressos numa escala numérica com origem arbitrária

Escala absoluta

Dados expressos numa escala numérica com origem fixa

O grau de mensuração que se atinge é função das regras sobre as quais se fez a atribuição de números. As operações e relações utilizadas na obtenção dos conjuntos de valores definem e limitam as manipulações e operações permissíveis ao lidarmos com os valores. Tais manipulações e operações devem ser as da estrutura numérica à qual a mensuração é isomorfa (Siegel, 1975). A grande maioria das técnicas estatísticas requer a utilização de dados métricos. Os dados nominais são os mais limitados em termos de técnicas estatísticas disponíveis para a sua análise. Aos dados ordinais podem aplicar-se todas as técnicas definidas para dados nominais e, adicionalmente, as técnicas especialmente concebidas para este tipo de dados. Na realidade, constitui uma perda de informação tratar dados ordinais como nominais, pelo que muitos autores propõem até que estes dados sejam tratados com técnicas definidas para dados em escala por intervalos (Reis et al., 1997a), desde que a distribuição da variável seja unimodal e mais ou menos normal (M. Hill & A. Hill, 2000).

Numa investigação, muitas vezes é necessário converter uma variável independente em escala de intervalos, numa variável nominal (para fazer comparação de grupos). Podem sempre converter-se os dados de uma ordem superior, numa medida inferior – as medidas de intervalos em ordinais ou nominais, ou as ordinais em nominais – mas a conversão de ordem inferior em superior não é aconselhada (Tuckman, 2000). Uma escala de intervalo pode ser facilmente convertida numa escala ordinal, bastando para tal agrupar os dados em classes (M. Pestana & Gageiro, 1998). Para converter uma variável de intervalos numa variável nominal, os sujeitos deveriam ser separados em grupos, com base nos resultados alcançados na primeira. Ao colocar os resultados relativos a uma variável (digamos QI) por ordem numérica (ou seja, transformando essencialmente os dados de intervalos em ordinais) e, ao determinar assim o valor da mediana, podem classificar-se alguns sujeitos acima desse valor, com QI elevado, e outros abaixo do mesmo valor com QI inferior e, por conseguinte, distribuir os sujeitos por categorias, inferior e superior. Por outro lado, os sujeitos podem também ser repartidos em três grupos – elevado, médio e baixo – dividindo o grupo inicial em três partes iguais, ou tertiles. A atribuição de categorias representa uma medida nominal (Tuckman, 2000).

publicado por alexandreramos às 12:23
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